(…) suponho que em toda sociedade a produção do discurso é, ao mesmo tempo controlada, selecionada, organizada e redistribuída por certo número de procedimentos que têm por função conjurar seus poderes e perigos, dominar seu acontecimento aleatório, esquivar sua pesada e temível materialidade.

Michel Foucault, A ordem do discurso.

  Apesar de a crença em seres sobrenaturais ser muito generalizada em todas as formas de mágica, muitos sustentam que os próprios nomes e ritos, a própria parafernália da magia em ação tem seus poderes especiais, capazes de produzir resultados sobrenaturais.A varinha, por exemplo, é potente por causa de sua consagração: não necessariamente porque conjura um espírito a efetuar uma ação.

Idries Shah, A magia oriental.

PROGRAMA 2021 (ENPE 4)

CRONOGRAMA + BIBLIO + AVALIAÇÃO

ou

pdf

*

PROGRAMA 2019 (com ajustes)

relatório final (modelo)

II JORNADA SOBRE FÓRMULAS DISCURSIVAS

Mesas

11/11  – 20’ cada apresentação + 10’ perguntas e comentários

14h introdução – Luciana Salazar Salgado

14h30-15h – “O Brasil em frases: discurso e cenografia” (Fernanda Rodrigues; Ingrid da Mata)

15h-15h30 – “Acontecimento discursivo e identidade: reforma ortográfica como fórmulas discursiva”

(Bianca G., Bruno, Karen)

15h30-16h – “Feminilíngua”(Karina Rodrigues, Júlia Santana, Letícia Tizioto)

16h-16h30 – “Educação sexual e aborto”  (Gabiela Gimenez, Sthephaie Izidoro, Vitória Castilho)

***

18/11 – 20’ cada apresentação + 10’ perguntas e comentários

14h introdução – Luciana Salazar Salgado

14h30-15h – “Sua moral não se ganha, se faz” (Ana Cecília, Bianca Lopes, Emily Silva)

15h-15h30 – “Sobre um olhar estereotipado” (Franciane Luchini, Jhuan Carlos, Julia Trovó)

15h30-16h – “Uma palavra e meia sobre fórmulas” (Andreia M. Santana, Caio Heitor, Giulia P. Cobra, Núbia Mara P. de Lima)

16h-16h30 – “Ethos no discurso religioso” (Lauro, Júlio, Paula)

***

Ripples of Sound

Captura de Tela 2019-09-30 às 11.23.37

Fonte: OLIVEIRA, Hélio. O racismo que (não) se vê : a fórmula Consciência Negra e a atopia dodiscurso racista brasileiro. Campinas, SP : [s.n.], 2018.

Disponível na íntegra aqui.

Leituras Coletivas

1. KRIEG-PLANQUE, Alice. “Fórmulas” e lugares discursivos”: entrevista de Alice Krieg-Planque a P. Schepens. In: MOTTA; SALGADO (orgs.). Fórmulas discursivas. São Paulo: Contexto 2011. Disponível aqui

2. ______ . A noção de “fórmula” em análise do discurso – quadro teórico-metodológico. São Paulo: Parábola, 2010.

3. ______ . “Por uma análise discursiva da comunicação: a comunicação como antecipação de práticas de retomada e de transformação dos enunciados. In: Linguasagem, 16a edição, 2011. aqui

4. PINTO, Pedro Alberto Ribeiro. Mídium e gestão da paratopia criadora: o trabalho inscricional do Clube Atlético Passarinheiro. UFSCar, São Carlos, 2017. Dissertação de mestrado. (Capítulo 2) aqui

CHIEREGATTI, Amanda Aparecida. Mídium e gestão dos espaços canônico e associado nas plataformas colaborativas Wattpad e Widbook. UFSCar, São Carlos, 2018. Dissertação de mestrado. (Capítulo 2) aqui

PRIMO, Gustavo. Ver o livro como buraco negro: a formalização material da Antologia da Literatura Fantástica de Bioy Casares, Borges e Ocampo. UFSCar, São Carlos, 2019. (Mídium – o que é? Para quê nos servirá?, pp. 35-43). aqui

5. MOTTA, Ana Raquel; SALGADO, Luciana (orgs.). Fórmulas discursivas. São Paulo: Contexto 2011.

***

– PROGRAMA 2016 –

página de relatórios semanais

Livre Opinião: observatório cultural de referência

LEITURAS COLETIVAS

17/10 – introdução

24/10 – RIBEIRO, Ana Elisa. O que é e o que não é um livro: materialidades e processos editoriais. In: Fórum Linguístico, v. 9, n. 4, 2012, Florianópolis, pp. 333-341.

anexos: vídeo 1: “The art of making a book”; vídeo 2: “Book – leer está de moda”

31/10 – CHARTIER, Roger. A mediação editorial. In: CHARTIER. Os desafios da escrita. São Paulo: UNESP, 2002, pp. 61-76.

07/11 – FALKVINGE, R. Uma história do copyright. (material em circulação pública)

21/11 – DARNTON, Robert. A questão dos livros – passado, presente e futuro. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

anexo: Entrevista de 09/2012 com Robert Darnton

anexo ii: Slow Fires – On the preservation od the human Rrecord – documentário 33′

28/11 – BRAGANÇA, Aníbal. Sobre o editor – notas para sua história. In Em questão, Porto Alegre, vol. 11, n. 12, p. 219-237, jul/dez. 2005. Disponível em http://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/view/119.

05/12 – DE CERTEAU, Michel. (1990) Ler: uma operação de caça. In: DE CERTEAU. A invenção do cotidiano – Artes de fazer. Vol. 1. 10 ed. Petrópolis: Vozes, 2004, pp. 259-273.

anexo: leitura como astúcia

MUSSALIM, F.; ROCHA, M.A.F (orgs.). Dossiê Problemáticas em torno da noção de autoria, In: Revista da ABRALIN, vol. 15, n. 2, 2016.

MUNIZ Jr., José de Souza. Revisor, um maldito: questões para o trabalho e para a pesquisa. In: RIEIRO; VILLELA; COURA SOBRINHO; SILVA (orgs.) Leitura e escrita em movimento. São Paulo: Peirópolis, 2010, pp. 269-289.

YAMAZAKI, Cristina. Editor de Texto: Quem é e o que Faz. In: XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Santos, 2007.

***

Ementa

A disciplina se pauta no entendimento de que a circulação dos textos não é aleatória, considerando a importância de estudar e analisar as consequências disso. Explora-se, assim, o fato de que a produção de texto é suscetível às coerções genéricas, portanto temporais e espaciais, bem como, na perspectiva da produção de discursos, às coerções políticas. A análise da articulação entre escrita e imagem em produções midiáticas será motivo de estudo, com vistas a amparar o exercício de produção.

Objetivos

  • considerar a história da produção e da circulação dos textos como bens culturais, portanto como objetos que relacionam as experiências de autoria, as de leitura e uma série de mediações que viabilizam tais experiências ou as obstaculizam;
  • observar que os suportes e os meios de difusão dos textos não se confundem, mas estão imbricados e implicados tanto no que diz respeito à produção quanto no que tange à recepção;
  • refletir sobre a relação entre diferentes gêneros do discurso cada vez mais frequentes nos trabalhos de transposição entre suportes e meios, examinando as consequências disso para a produção dos sentidos nos textos.

Bibliografia de base*
PÊCHEUX, M. Discurso: estrutura ou acontecimento. Campinas, S.P. Pontes.
FOUCAULT, M. A ordem do discurso. São Paulo: Edições Loyola, 1996.
GREGOLIN et al. Discurso e mídia: a cultura do espetáculo. São Carlos: Claraluz, 2003.

Bibliografia Complementar
MILANEZ, N. e GASPAR, N. (orgs.) A (des)ordem do discurso. São Paulo: Contexto, 2010.
ORLANDI, E. Discurso e texto: formulação e circulação. Campinas: Pontes, 2008
GASPAR, N, ROMÃO, L. (orgs.). Discurso e texto: multiplicidade de sentidos na Ciência da Informação. São Carlos: EdUFSCar, 2008. 259p
COURTINE, J. J. Metamorfoses do discurso político: derivas da fala pública. São Carlos: Claraluz, 2006.

*Bibliografia conhecida dos alunos que cursaram outras disciplinas obrigatórias do bacharelado em linguística, estes títulos estão disponíveis na BCO e serão considerados como textos comuns, podendo ser comentados em sala. Entretanto, a natureza da disciplina permite – e mesmo requer – que se trabalhe com material atualizado, marcadamente nas discussões sobre produção e circulação, tópicos em relevo na atual conjuntura e com vertentes de pesquisa em franca ebulição. (ver programa conforme edição em curso)